9 adaptações de cenas inesquecíveis

março 14, 2017 0 Comments A+ a-

1. Bane quebrando a coluna de Batman (“The Dark Knight Rises”, 2012)
A nossa lista inicia com uma das cenas mais angustiantes dos quadrinhos noventistas: Bruce Wayne covardemente atacado em sua mansão pelo arquivilão Bane, durante a saga "Knightfall" (1993-1994). Disposto a esmigalhar a vida pública – e privada – de nosso obscuro vigilante, Bane arquiteta um maquiavélico plano para esgotar o corpo e a mente de Batman, resultando em uma batalha mortal na batcaverna e, por fim, o golpe quebra-colunas. Nas telonas, Christopher Nolan nos brindou com essa representação no último filme de sua trilogia, e até hoje aquele gutural Tom Hardy me atormenta em pesadelos...

Curando sua lordose em três passos!


2. A morte de Gwen Stacy (“The Amazing Spider Man 2”, 2014)
Muito se discute se a causa mortis da loirinha foi mesmo o empurrão do nefasto Duende Verde ou a manobra desastrosa do Aranha para salvá-la de virar molho de tomate na ponte do Brooklyn, lá nos idos de ‘73. Fato é que a cena onde a personagem de Emma Stone despenca e bate o crânio no chão, milésimos de segundos depois de ter sido puxada por Peter Parker (Andrew Garfield) arrancou lágrimas do público.

Você também ficou com o coração na mão, assuma!

3. O raio atingindo Barry Allen (“Flash”, 2014)
Flash é um dos meus super-heróis menos incensados no panteão da Liga da Justiça – embora curtisse demais a parceria com o Lanterna Verde e seu interminável estoque de piadas na fase Morrison. Porém, quando a CW anunciou a sua adaptação, fiquei muito empolgado com a clássica representação do cientista-forense Barry Allen atingido por um raio e ricocheteado à prateleira de produtos químicos. Missão cumprida logo no primeiro episódio!

Chocante, no mínimo...

4. A vingança de Lisbeth Salander (“The Girl of The Dragon Tattoo”, 2016)
Sou um fã confesso da trilogia Millenium e reconheço o valor de Lisbeth Salander encabeçando as heroínas pós-modernas. Também fiquei com o coração na mão quando a hacker foi estuprada pelo seu segundo tutor, para em seguida sentir a vingança pulsando na artéria assim que Salander amarra e tortura tamanho desgraçado. As cenas que antecedem a vingança são de uma angústia só, fruto do trabalho indiscutível de Stieg Larsson nos papéis e David Fincher nos frames - sem contar a atuação explosiva de Rooney Mara.

Momento em que Lisbeth come o seu prato frio!

5. A queda de Reichenbach (“Sherlock”, 2015)
Sherlock formou meu caráter, tanto a série literária quanto a produção da BBC. São tantos feels que eu precisaria de um texto inteiro somente para descrever a minha paixão pela série, pelo casting, toda a métrica e construção nos roteiros, argumentos, direção, blá, blá, blá. Mas o foco aqui é a cena icônica da luta entre o detetive (Benedict Cumberbatch) e o arqui-inimigo, James Moriarty (Andrew Scott), nas cataratas de Reichenbach, o que levou a suposta morte do primeiro. Assim que fora anunciado o episódio de Natal, "The Abominable Bride", que remontava à Era Vitoriana, todas as expectativas do mundo foram centradas na reconstrução dessa épica luta.

Stayin' alive, Sherlock!

6. A chacina no casamento/na missa (Kingsman, 2014)
Eis aqui uma ligeira mudança: na cena original da minissérie de Mark Millar (2011), a execução do plano de Richmond Valentine ocorre em um casamento na praia. No filme de Matthew Vaughn (2014), a sequência é em uma igreja pouco amorosa... Seja com os pés na areia ou no piso de madeira, o resultado é igual: um banho de sangue catastrófico, com direito a mais empolgante sequência de luta dos últimos tempos!

"A terra, porém, estava corrompida diante de Deus, e cheia de violência". (Gênesis 6:12)
7. Fatalities! (“Mortal Kombat”, 1995)
Confessa que quando criança você também não perdia esse o show de reprises da Temperatura Máxima! Embora haja uma deficiência técnica e alguns bons exageros (o que foi aquela gargalhada de Christopher Lambert antes da convocação do trio protagonista? Eu nem sabia que Lorde Rayden sabia rir...), o primeiro filme é um excelente divertimento. E as cenas de luta são tão legais, que se tem a sensação de estar jogando em 3D!

Toasty!
8. O balé de Agnes/Beatriz (“O Grande Circo Místico”, 2017)
Decidi incluir uma paixão desde a infância: o musical de Chico Buarque e Edu Lobo (baseado no poema de Jorge de Lima). Quando ainda nem me dava conta da potência sonora e literária dessa peça, eu já sentia uma afeição muito forte pela personagem Agnes, ou Beatriz no musical, e o fascínio cantado do Milton Nascimento me tocava profundamente. Por isso, roí as unhas de ansiedade para assistir a adaptação de Cacá Diegues para os cinemas, que tem previsão (aleluia!) de sair ainda esse ano. Aguardo me emocionar com a fabulosa Bruna Linzmeyer bailando como a minha musa infantil.



9. Qualquer cena dos irmãos Baudelaire. (“Desventuras em Série”, 2016)
É muita covardia encerrar essa lista falando da minha primeira motivação literária. Violet, Klaus e Sunny Baudelaire não só me inseriram no mundo das palavras e dos vislumbramentos, como me chutaram porta a dentro, trancando à chave. Eu devo muito a Daniel Handler pela sua oblíqua capacidade inventiva e por isso devorei a adaptação da Netflix com uma fome de décadas.

Um tutor, não... Um demônio!